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Faça amigos de verdade pois são os verdadeiros amigos que fazem valer a pena, o resto são apenas histórias que contaremos pra eles.
Faça sempre com amor porque é o amor que dá o tempero, se apegue nos detalhes, no sorriso, no olhar...
Viva a sua vida, quebre paradigmas, vença preconceitos, procure enxergar as coisas pelos seus olhos e não pelos olhos da sociedade.
Brinque o máximo que aguentar, de preferência brinque a vida toda, mas de toda forma vamos perdendo aos poucos a criança que somos, até que a luz se apague.
Namore e paquere o quanto puder, viva esta fase de abundância (hehehe!). Pois um dia surgirá uma paquera diferente, então viverá um namoro diferente e, por fim, provavelmente, ganharei um neto.
Não leve nada a sério. Estamos aqui de passeio, se existe felicidade é porque existe tristeza, sempre viveremos nesta gangorra, sempre vale a pena.
Te amo meu filho,
Escrito por Tiago Taciano às 15h01
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Escrito por Tiago Taciano às 20h50
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Minas Gerais
Cigarro de palha no canto da boca, olhar humilde de sujeito gauche, entre montanhas e vales, debaixo da mangueira, fechando a porteira, levando o gado rajado, de leite minguado, pelas trilhas sinuosas definidas pelos caprichos da natureza, lhes apresento minha terra de singular beleza, de gente quieta, porém ativa, de traços fortes, porém singelos, de vida calma, porém determinada, de engarrafamentos e cavalgada, de preces fervorosas, de festas e rituais, de desconfiança sadia, de folclore tradicional, de costumes antigos, de novos valores: “Oh Minas Gerais, quem te conhece não te esquece jamais!”, e quem aqui nasce está fadado há uma certa forma de ser, orgulhosamente mineira.
Tiago Taciano
Escrito por Tiago Taciano às 10h35
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São de amores, de amores,
Que cantam os pássaros,
Que sopra o vento, no alento,
Na brisa, na vida, nos cantos.
São de amores, louvores,
Que sigo, que digo, que sou
São de amores, amor,
Anunciam os trovadores,
Da vida, que segue, em nós.
Escrito por Tiago Taciano às 12h10
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Pequenas histórias
Ao chegar em casa, como de costume, fui ao corredor que dava ao meu quarto. Escutei a voz de Nilza, mulher que, a cerca de 17 anos atrás, havia jurado perante familiares e amigos, o bendito amor eterno.
A primeira imagem foi de quatro pés no final de nossa cama. O suor descia mais a cada minuto transcorrido. Risadas e descontração enquanto eu, ali no chão, quase me matava. Aquele dia seria determinante para meu futuro. Um verdadeiro divisor de águas. A cada instante a dor aumentava, o chão já virara uma poça de suor. Na minha cama, os quatro pés viravam de posição, as risadas se acentuavam. Era a vida em sua magnitude. Meu primeiro dia de malhação, ali, mesmo no chão, naquela dolorosa seção de abdominais, era recompensado pelas gargalhas de minha filha de quinze anos que não desgrudava de Nilza, uma mulher em tanto, mas que exigia, uma melhor forma física de seu marido, barriga pra dentro, peito pra fora!
Tiago Taciano 17/01/2006
Escrito por Tiago Taciano às 10h27
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Mário Quintana
Se eu fosse um padre
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões, não falaria em Deus nem no Pecado - muito menos no Anjo Rebelado e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas: nada das suas celestiais promessas ou das suas terríveis maldições... Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos, desses que desde a infância me embalaram e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma ... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte - um belo poema sempre leva a Deus! |
Escrito por Tiago Taciano às 14h22
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O amanhã é meu e da minha sorte
No mesmo instante, abriu-se a porta, entre os olhos arregalados e o encosto do banco, haviam pensamentos desordenados que a ordenavam sair, Marícia já estava do lado de fora quando chegou o primeiro socorro, o carro ao seu lado estava completamente destruído; atordoada, seguiu para o Pronto-Socorro mais próximo e foi imediatamente atendida. No dia seguinte, estava consciente na enfermaria, apesar de não se lembrar de nada. Seus pais, ao lado da cama, sabiam, através do relato de Jorge, caminhoneiro envolvido no acidente, que Máricia passou por ele distráida, provavelmente mexendo no som do carro, em seguida ela tocou no final da carreta e rodou até capotar. Há instantes em nossas vidas que definem bruscamente o nosso futuro, pequenos detalhes como a escolha da rua que você irá pegar para ir almoçar pode te livrar de um acidente ou determinar o encontro da mãe de seus filhos. Isto, que alguns chamam de destino, eu chamo de barato da vida, porque ninguém determina, é você, rico ou pobre, feliz ou infeliz, que escolhe.
Tiago Taciano 16/12/2005
Escrito por Tiago Taciano às 10h50
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Crônica
Julimar
Julimar não gostava de seu nome, quando criança costumava se apresentar como Júlio, tudo porque na escola onde estudava era sempre alvo de gozações nas listas de presenças, oralmente verificadas pelos professores. Pensava que um apelido legal resolveria esta questão, mas apelidos eram colocados, e nunca eram legais. Ao completar onze anos de idade, chegara o tempo em que as preocupações eram outras, queria namorar Isabela, o problema é que o resto do colégio tinha a mesma vontade. Estava novamente Julimar buscando a superação, e para esta disputa todos os pontos eram importantes, inclusive o nome, pois ao se apresentar como Julimar já sairia em desvantagem com o Marcos Flávio, o Lucas, Mateus; mas se ela gostar de mim não há de se importar com meu nome. Onde papai estava com a cabeça quando foi ao cartório, um dia teria coragem para lhe fazer esta pergunta. Mas não posso reclamar, minha irmã Julimara saiu na pior nesta fase de pouca inspiração de meus pais. Pensava que se um dia fosse eleito deputado levaria à votação um projeto de lei para criar uma comissão do bom gosto, esta comissão trabalharia nos cartórios afim de garantir as futuras crianças um identidade normal. Alegaria que é preferível ter na mesma sala de aula cinco Pedros do que Anadauto, Julimar, Cleydson, Afonso e Perivaldo. Tudo bem, isto é assunto para o futuro, agora tenho que criar coragem e me apresentar a Isabela. - Olá Isabela, desculpe interrompê-la, sou da 7ª série, fiquei sabendo através da Paula que você tem o livro Vidas Secas, poderia me emprestar? - Oi, tudo bem, mas qual é seu nome?
Tiago Taciano 15/12/2005
Escrito por Tiago Taciano às 10h11
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Ser ou não ser!
O que é certo? O que é errado? Quem criou nossos valores? Porque assumimos estes valores? Segundo Platão estamos dentro de uma caverna. Segundo Nietzche o super-homem aparecerá. Segundo a Igreja devemos nos sujeitar. Segundo eu, devemos correr atrás. Quem garantirá? Porque falam do desconhecido com tanta convicção senão conseguem buscar a verdade nem nas próprias vidas? Porque existem os loucos? Quem são os loucos? Se sairmos de nossos corpos e afastarmos o máximo possível para analisarmos nossas vidas de longe, nos aproximamos daquilo que os pensadores chamam de verdade absoluta, a qual não pode ser suportada pelos fracos e melancólicos. Dinheiro, status, necessidade de afirmação, humildade, reconhecimento; somos todos "doentes", e há uma enorme dificuldade para atingir a libertação, SOMOS EGOÍSTAS de natureza.
Tiago Taciano 14/12/2005
Escrito por Tiago Taciano às 09h42
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Precisei viver 27 anos para descobrir o verdadeiro significado da palavra "lar". Lar não é onde nascemos, onde somos criados, este aconchego chama-se "casa dos meus pais". Lar eu conheci este ano, lar é encontrar minha linda mulher com um sorriso no rosto quando retorno do dia de trabalho, dizendo que estava com saudades...Lar é acordar sábado de manhã com a certeza que viverá dois dias prazerosos pela frente...Lar é perceber que família se forma antes mesmo dos filhos correrem pela casa...Lar é sentir saudade de um lugar que antes não existia mas que hoje você não imagina viver sem tê-lo. Lar é soma de tudo que é bom e subtração de tudo que é ruim. Lar é sentir uma segurança inabalável por viver ao lado de olhos que brilham. Lar é muito amor, e principalmente, amizade!
Tiago Taciano 25/11/2005
Escrito por Tiago Taciano às 08h59
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Manhã de Domingo
São as flores que acordam primeiro, para despertarmos com o cheiro do amor. Quero um pouco de Beatles, céu azul. Deixo a janela aberta e o vento bater. Quero ver a árvore da felicidade crescer sob o calor do norte e o frio do Sul.
São os pássaros que acordam primeiro, para escutarmos a vida em estado de graça. Quero um abraço apertado, quarto escuro. Deixo o olho aberto e o lábio tocar. Quero ter meninos e meninas, sob a proteção da mãe e a contemplação do pai.
Tiago Taciano
14/08/2005
Escrito por Tiago Taciano às 19h23
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Angústia
Silêncio ensurdecedor, maltrata o corpo, consome a mente. Pensamento que mente, corpo que sente, arrepio. Siga em frente, sugere de novo a mente. Não, apela o corpo, não invente. Tente, sugere o corpo; mas sem a luz da mente, não sente. Aguente, sugere o corpo e a mente. Vem as palavras que confortam novamente, despacha o arrepio, volta a ficar quente.
Escrito por Tiago Taciano às 09h31
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Amo como a força da natureza, despenhadeiro da felicidade, caminho sem volta, pleno e certeiro, limite do entendimento, entrega única, sou um kamikase do amor!
Tiago Taciano
Escrito por Tiago Taciano às 15h04
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Espectro
Dois ovos grudados, dois amores suados! Poesia torta, torta de frango, ovos de galinha, fim da linha, erva daninha! Música erudita, letra maldita, som que irrita, mais fica, fica! Viola de doze cordas, doze dedos, um pra uma, dole uma, doze medos, segredos, enredos! Vida a dois, números, duplas, sossego, dois ésses! Inspiração, contra-mão, fora da norma, padrão! Letras, rimas, frases, sem noção! Digita dedo, digita mão, dead line, real time! Três amigos, sortidos, gêmeos, gema, geme! Carne crua, frango assado, corpo amassado, cavalo alado! Dois ovos grudados, dois amores suados!
Tiago Taciano 02/08/2005
Escrito por Tiago Taciano às 10h35
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Auto-Divã
Sou fraco demais, que bom ser assim
Choro por nada, porque sinto que é tudo
Levo a sério, sugo o sentimento, vivo!
Sou dependente demais, nada bom
Mas se sou correspondido é ótimo
Levo a sério, amo a vida, sinto!
Sou amoroso demais, muito sensível
Um simples olhar me revela o mundo
Encaro, logo capturo, assimilo!
Sou criança demais, sempre adulto
Um furacão de pensamentos desordenados
Único, certamente louco, por você!
Tiago Taciano
20/07/2005
Escrito por Tiago Taciano às 10h12
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