Pequenas histórias
Ao chegar em casa, como de costume, fui ao corredor que dava ao meu quarto. Escutei a voz de Nilza, mulher que, a cerca de 17 anos atrás, havia jurado perante familiares e amigos, o bendito amor eterno.
A primeira imagem foi de quatro pés no final de nossa cama. O suor descia mais a cada minuto transcorrido. Risadas e descontração enquanto eu, ali no chão, quase me matava. Aquele dia seria determinante para meu futuro. Um verdadeiro divisor de águas. A cada instante a dor aumentava, o chão já virara uma poça de suor. Na minha cama, os quatro pés viravam de posição, as risadas se acentuavam. Era a vida em sua magnitude. Meu primeiro dia de malhação, ali, mesmo no chão, naquela dolorosa seção de abdominais, era recompensado pelas gargalhas de minha filha de quinze anos que não desgrudava de Nilza, uma mulher em tanto, mas que exigia, uma melhor forma física de seu marido, barriga pra dentro, peito pra fora!
Tiago Taciano 17/01/2006
Escrito por Tiago Taciano às 10h27
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Mário Quintana
Se eu fosse um padre
Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões, não falaria em Deus nem no Pecado - muito menos no Anjo Rebelado e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas: nada das suas celestiais promessas ou das suas terríveis maldições... Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos, desses que desde a infância me embalaram e quem me dera que alguns fossem meus!
Porque a poesia purifica a alma ... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte - um belo poema sempre leva a Deus! |
Escrito por Tiago Taciano às 14h22
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