Reverso


Auto-Divã

Sou fraco demais, que bom ser assim

Choro por nada, porque sinto que é tudo

Levo a sério, sugo o sentimento, vivo!

 

Sou dependente demais, nada bom

Mas se sou correspondido é ótimo

Levo a sério, amo a vida, sinto!

 

Sou amoroso demais, muito sensível

Um simples olhar me revela o mundo

Encaro, logo capturo, assimilo!

 

Sou criança demais, sempre adulto

Um furacão de pensamentos desordenados

Único, certamente louco, por você!

 

Tiago Taciano

20/07/2005



Escrito por Tiago Taciano às 10h12
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Destino, acreditar ou não?

 

As vezes fico horas pensando no desencadear dos anos e as mudanças decorrentes em minha vida. Fatos, acontecimentos, situações, encontros, desencontros; tudo isso, de imediato, proporciona uma reação única, vital. Um desencontro pode mudar por completo o rumo de minha vida, ou um encontro, um ônibus errado, algumas horas a mais no trabalho, uma festa não programada, etc. Mas porque destino? Não acredito. Acredito em possibilidades, elas são o grande barato da vida. São tantas as possibilidades que todos os dias, de alguma forma, definimos trilhos diferentes para nossa história. O jargão: “isto é obra do destino!” talvez tenha alguns adeptos fiéis porque é mais seguro jogar a responsabilidade de nossas escolhas no sobrenatural do que assumi-la. Se hoje minha vida está desta forma é porque optei por isso durante os dias passados. Somos responsáveis por tudo, inclusive por nossa felicidade.

 

Tiago Taciano

20/07/2005

Escrito por Tiago Taciano às 09h55
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Nietzsche, Drummond ou Bento XVI, eis a questão!

Quando Nietzsche considera a descrença como princípio fundamental para atingir a verdade absoluta, nos leva à proximidade do que ele mesmo chama de desespero. Hoje, repleto de um amor Drummoniano, sobrevoando o planalto brasileiro numa manhã de céu azul com nuvens esparsas,
tipicamente do inverno tropical, confronto-me com a inteligência das deduções de Nietzsche, com a certeza de um amor verdadeiro e a exuberância do meio em que vivemos. Deus está morto? Existe amor eterno? Como é belo o nosso planeta! Questões que são levantadas incessantemente por mim, não acho respostas, mas sinto aproximar cada vez mais do desespero. Estaríamos nós preparados para conhecer a verdade absoluta, ou nos moldes morais que em que nós nos desenvolvemos estamos cada vez mais distantes dela? Seria mais fácil
apenas pensar no amor, nesta felicidade instantânea que me preenche, porém necessito argumentar, tenho minhas convicções e sinto-me
muito próximo de Nietzsche quando este diz que Darwin matou Deus!



Escrito por Tiago Taciano às 14h43
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